Gilmara em processo de edição do documentário
Quando um aluno recebe a notícia de que foi aprovado no vestibular, é aquela festa. Se matricula e começa a frequentar as aulas, vários estresses surgem no decorrer do tempo, mas também existem momentos felizes, principalmente quando não há necessidade de fazer prova final. O complicado mesmo é o famoso TCC – Trabalho de Conclusão de Curso, ou seja, atividade acadêmica utilizada no ensino superior, como uma avaliação final dos graduandos.
Alguns alunos encontraram obstáculos para realizar esta tarefa, como Gilmara Iglesias, 8° semestre de jornalismo, que está fazendo um documentário juntamente com outra colega , elas tiveram muitas dificuldades relacionadas a questões de ordem técnica, como por exemplo, fazer a reserva de equipamentos, e chegar na data e não ter disponível. Muitas vezes chegaram ao local da filmagem, e o equipamento estava com defeito, sendo que foi testado antes de sair da faculdade. “Foram muitas as vezes que tivemos dificuldade em marcar data, para nós o fato de não haver horários mais flexíveis, devido ao nosso trabalho, também foi um problema. Marcar apenas 3h por dia é pouco, já que se trata de documentário que pode chegar a 50 ou 60 min, e não apenas uma matéria de um minuto e meio”, alerta Gilmara. Para ela editar um filme desta natureza requer tempo e um pouco de bom senso por parte de alguns técnicos, que mesmo tendo tempo disponível na planilha, diziam que outros alunos também precisavam editar, sendo que estas pessoas não estavam no local naquele momento. Iglesias afirma que entre todos os problemas encontrados, o mais difícil foi usar os equipamentos sem a presença de um técnico.
Lívia Oliveira, 8º semestre do curso de Letras, reclama por não ter tido em semestres anteriores orientação para realizar monografia ou artigo, e nesse semestre em que teve o acompanhamento de um orientador, não foi passado regras de como fazer uma monografia. “ Tivemos há um ano atrás a disciplina Metodologia Científica, onde o professor explicava como fazer o projeto, deveria ter no 6° ou 7° semestre orientações para realização da atividade, assim não passaríamos por tantos problemas”.
Já a aluna Katiúcia Feitosa, 7° semestre de jornalismo, conta que os obstáculos encontrados foram com a falta de organização da grade. “ Tivemos duas matérias com quatro orientadores, mas depois tudo foi resolvido, conversamos com os professores e nos entendemos.”
O produto que está sendo desenvolvido por Gabriela Alves, 8° semestre de jornalismo, é uma Revista, ela conta que passou muitos apuros pelo fato de não ter tempo suficiente para trabalho de campo, e ainda está com pendência, pois depende de duas pessoas para terminar a reportagem de capa. “ Além da falta de tempo, a exigência de trabalhos com outras disciplinas, também dificultou, já que nossa atenção está toda voltada ao TCC”, desabafa Gabriela.
